Os erros de SEO mais comuns em e-commerce – parte 1

Decidi escrever esse artigo com base nas situações que eu vivenciei ao longo da minha carreira. Tive meu primeiro contato com SEO em 2005 e até hoje muitos dos problemas que eu encontrei, em muitos dos sites de empresas para quem prestei consultoria, são muito semelhantes. Há erros básicos que são cometidos até hoje. A maioria deles não prejudica só o SEO, mas a qualidade do site. São disciplinas como: usabilidade, acessibilidade e outras.

Creio que a maior parte dos problemas que afetam o SEO contribuem para prejudicar o fator qualidade. Como qualidade, considerar sites:

  • Eficientes – consigo encontrar rapidamente o que procuro, independentemente do dispositivo usado. O site facilita a navegação e possui uma boa usabilidade;
  • Rápidos – os itens gráficos e programáticos do site não afetam seu carregamento;
  • Com uma unicidade de informações – as informações funcionam como engrenagem, uma complementa a outra. Não há duplicação ou informação incoerente. Há caminhos bem definidos.

Vamos aos erros mais comuns

Versões de URL diferentes da mesma página

Problema: afeta a qualidade do site de uma maneira quase invisível. O que eu tenho encontrado de mais comum é o fato de, em alguns servidores, em sua configuração padrão entregarem versões diferentes de URLs, com e sem o WWW como no exemplo a seguir:

www.exemplo.com

exemplo.com

Solução: o ideal é que exista, como eu disse anteriormente, uma unicidade de informações. Uma só versão de URL. Crie uma regra via servidor para que qualquer versão da URL seja redirecionada via redirect 301 para a URL escolhida como principal. É importante que exista no site algo que consideramos como “unicidade informacional” que consiste em diminuir o máximo a duplicação de informações facilitando caminhos, conversão e colaborando para a consistência estrutural do site. Ou seja, há um único caminho lógico para tudo.

Falta de title e description

Problema: esse é um problema antigo. Em um passado recente era pior, pois além de alguns sites não terem uma tag <title> ou meta description bacanas, vinham com um conteúdo padrão como “Untitle” ou “undescription”, entre outras coisas do tipo. Hoje o que percebo é que muitos, por não saber o que fazer, utilizam somente o nome da marca. O title (a tag title do HTML) reflete em um artefato importante para quem realiza a busca, visto que é um dos primeiros itens vistos pelo seu potencial cliente quando ele realiza uma busca no mecanismo de busca. Veja a imagem a seguir. No primeiro exemplo temos a utilização do nome do produto, no título (referente à tag title no HTML) e uma descrição (meta name description) que repete a palavra-chave, marca e tipo (5 portas).

Exemplo title e description 2

No segundo exemplo temos uma utilização mais inteligente desse espaço que não visa única e exclusivamente o posicionamento orgânico, mas também a conversão. É perceptível a melhoria de posicionamento de páginas e aumento de cliques quando aplicados.

Exemplo title e description 2

Solução: a solução é preencher o conteúdo desses artefatos com informações úteis que depois os mecanismos de busca irão utilizar para apresentar em suas páginas de resultados. O ideal é que a tag title apresente um resumo da página e a descrição com informações importantes que podem levar a que o potencial cliente clique na listagem. A maioria das plataformas de e-commerce possuem campos na área administrativa de categorias e produtos para o preenchimento desses artefatos!

Ausência de página 404 com o protocolo configurado

A página 404 tem como missão explicar que uma tentativa de acesso à uma URL não existente aconteceu. Ou seja, o usuário clicou em um link quebrado, ou digitou uma URL interna do site errada. A página deve mostrar opções de recuperação de erro, algo comum pra quem estudou um pouco de usabilidade ou as famosas heurísticas de Nielsen.

Problema: bem mais comum do que parece, é frequente a exposição para o usuário de links quebrados que levam para páginas que simplesmente não existem! E isso é muito, mas muito ruim mesmo, pois traz ao usuário uma perda de credibilidade muito forte. Além disso, é possível perceber em alguns testes de usabilidade a desconfiança de usuários menos experientes quando algo assim acontece. Visto que entendemos o SEO como uma cultura de qualidade para o cliente que entra no site, trata-se de um problema que recomendamos sempre que seja inspecionado.

Solução: é bem simples, pois basta unicamente a utilização de uma página customizada para o protocolo 404, além da configuração do servidor para que ele responda “HTTP 404” ao agente (mecanismo de busca ou navegador) que faz a requisição da página. Sendo assim, é necessário que:

  • Exista uma resposta de 404 via servidor;
  • A URL não existente permaneça na barra de endereços;
  • A página 404 seja amigável, mostrando opções para recuperação de erros;
  • Use do bom humor! Isso incentiva o cliente a continuar a navegação. Vejam o exemplo a seguir, a página de 404 do site de e-commerce Megamamute e em seguida da Loja do Suplemento. Perceba que as páginas cumprem todas as premissas necessárias, inclusive do bom humor!

exemplo de página 404

exemplo de 404 loja do suplementolive streaming film Sin City: A Dame to Kill For 2014 online

Frequentemente alguns perguntam se podem redirecionar para outra página, ou algo do tipo. A resposta é: toda ação fora do padrão tem uma consequência. Diga sempre o que irá fazer ao usuário, em caso de uma situação dessas. É muito importante que você entenda que quando o usuário clica em um link e recebe um conteúdo diferente do esperado, sem informação sobre o motivo, ele considera isso inseguro.

Não utilização de um Sitemap.xml automatizado

Problema: para alguns sites muito grandes, como e-commerces, a indexação de todas as URLs do site pode ser prejudicada pelo grande número de URLs.

Solução: o sitemap.xml é uma solução viável para esse problema. Ele vai garantir que o mecanismo de busca tenha um “mapa” de todo seu site. O sitemap.xml deve atender aos requisitos a seguir.

  • Ser atualizado sempre que uma nova URL for adicionada ao site. Alguns sites contam com softwares que fazem uma atualização diária do sitemap, em outros, o sitemap é atualizado sempre que uma nova URL é inserida no site;
  • Deve estar preferenciamente na raiz do domínio, com o nome que lhe é conferido. Exemplo:  www.dominio.com/sitemap.xml;
  • Declare no robots.txt (vamos falar dele no próximo post);
  • Avise sempre ao Google Webmaster Tools do seu sitemap. O Google vai ler o sitemap quando você declará-lo no robots, contudo, o Google Webmaster Tools pode mostrar problemas que você precisa corrigir;
  • Utilizar a codificação padrão de sitemap aprovado pelos mecanismos de busca.
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>

<urlset xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">

   <url>

      <loc>http://www.example.com/</loc>

      <lastmod>2005-01-01</lastmod>

      <changefreq>monthly</changefreq>

      <priority>0.8</priority>

   </url>

</urlset>

Imagens e arquivos pesados

Problema: um problema muitas vezes marginalizado pelos desenvolvedores e consultores, mas que às vezes tem grande impacto. Digo isso, pois muitas vezes o engenheiro de front-end projeta um código HTML com todo cuidado do mundo para diminuir requisições HTTP, dentre outras coisas, e esquece de conversar com o pessoal de criação para maneirar na carga das imagens de layout. Sim, isso mesmo, de layout.

Solução: Muitas vezes, para solucionar esse problema, o pessoal vai direto nas imagens de produtos, quando, na verdade, você pode diminuir a carga das imagens de layout sem prejudicar a qualidade de exibição visual. É importante comentar que, em alguns casos, eu já presenciei chamadas HTTP direto do HTML de arquivos de fontes personalizadas muito pesadas. Tenha preferência pela utilização de fontes padrão dos sistemas operacionais mais utilizados.

Espero que tenham gostado! Em breve publicarei a parte 2 com mais problemas comuns encontrados em sites de e-commerce.


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